hino da itália

Hino da Itália: letra e história

Todas as vezes que a seleção italiana de futebol (ou de outro esporte) joga ou mesmo a Ferrari ganha um GP de Fórmula 1, temos o prazer de ouvir o hino da Itália. Vamos conhecer um pouco da história dele?

O hino da Itália chama-se Il Canto degli Italiani (em português: “O Canto dos Italianos”). Conhecido na Itália como Inno di Mameli (“Hino de Mameli”), é também chamado de Fratelli d’Italia (“Irmãos da Itália”), como as primeiras palavras da canção.

Este hino nasceu em Gênova em 1847 e foi escrito por um jovem estudante patriota de 20 anos, Goffredo Mameli. O “Canto dos Italianos” nasceu no clima de fervor patriótico que precedeu a guerra contra a Áustria.

Mameli enviou o texto a Tutim para o maestro Michele Novaro, também genovês, que musicou o texto. O hino foi tocado pela primeira vez por ocasião de uma comemoração da revolta no bairro de Portoria, aqui em Gênova, contra os ocupantes dos Habsburgos durante a Guerra da Sucessão Austríaca.

Durante o Risorgimento o hino da Itália na versão original tornou-se muito popular, mas após a unificação da Itália foi substituído pela Marcha Real da Casa de Sabóia. Depois do armistício de 8 de setembro de 1943, o governo italiano adotou temporariamente a canção do Piave como hino nacional, mas o hino de Mameli ainda estava no coração de todos.

No entanto, foi somente em 12 de outubro de 1946 que este hino se tornou, inicialmente em modo provisório, o hino nacional da jovem República Italiana. Provisoriamente por 61 anos!! Pois foi apenas em 2017 que o hino composto por Mameli se tornou oficialmente o hino nacional da Itália.

Letra do hino da Itália e tradução em português

Fratelli d’Italia

L’Italia s’è desta,
Dell’elmo di Scipio
S’è cinta la testa.
Dov’è la Vittoria?
Le porga la chioma,
Ché schiava di Roma
Iddio la creò.
Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L’Italia chiamò.

Noi siamo da secoli
Calpesti, derisi,
Perché non siam popolo,
Perché siam divisi.
Raccolgaci un’unica
Bandiera, una speme:
Di fonderci insieme
Già l’ora suonò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L’Italia chiamò.

Uniamoci, amiamoci,
l’Unione, e l’amore
Rivelano ai Popoli
Le vie del Signore;
Giuriamo far libero
Il suolo natìo:
Uniti per Dio
Chi vincer ci può?

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L’Italia chiamò.

Dall’Alpi a Sicilia
Dovunque è Legnano,
Ogn’uom di Ferruccio
Ha il core, ha la mano,
I bimbi d’Italia
Si chiaman Balilla,
Il suon d’ogni squilla
I Vespri suonò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L’Italia chiamò.

Son giunchi che piegano
Le spade vendute:
Già l’Aquila d’Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d’Italia,
Il sangue Polacco,
Bevé, col cosacco,
Ma il cor le bruciò.
Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L’Italia chiamò

Irmãos da Itália
A Itália acordou
Com o elmo de Cipião
Envolveu sua cabeça
Onde está a vitória?
Estenda-lhe a coma
Que escrava de Roma
Deus a criou

Estreitamo-nos em coorte
Estamos prontos para a morte
A Itália chamou.

Nós somos há séculos
Pisados, escarnecidos
Porque não somos povo
Porque estamos divididos
Reúna-nos uma única
Bandeira, uma esperança
De fundirmo-nos juntos
Já é hora.

Estreitamo-nos em coorte
Estamos prontos para a morte
A Itália chamou

Unimo-nos, amemo-nos
A união e o amor
Revelam aos povos
Os caminhos do Senhor
Juremos libertar
O solo nativo
Unidos, por Deus
Quem nos pode vencer?

Estreitamo-nos em coorte!
Estamos prontos para a morte
A Itália chamou

Dos Alpes à Sicília
Qualquer lugar é Legnano
Cada homem de Ferruccio
Tem o coração e a mão
As crianças da Itália
Se chamam Balilla
O som de cada sino
As Vésperas tocou

Estreitamo-nos em coorte!
Estamos prontos para a morte
A Itália chamou

São juncos que dobram
As espadas vendidas
Já a águia da Áustria
As penas perdeu
O sangue da Itália
O sangue polonês
Bebeu com o cossaco
Mas o coração lhe queimou
Estreitamo-nos em coorte!
Estamos prontos para a morte
A Itália chamou, sim!

Vamos cantá-lo juntos!

O autor do hino da Itália

Goffredo Mameli nasceu em Gênova em 1827, ano da morte de Beethoven. Aos 20 anos, participou de uma academia político-literária e participou das manifestações em Gênova pela unificação da Itália. Apoiador de Garibaldi, ele participou da defesa da República Romana em 1849. Ferido na perna e mal cuidado, ele morreu de infecção em 6 de julho de 1849 devido aos ferimentos.

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