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Como é o Museu Egípcio de Turim

Turim e o Egito têm uma relação antiga e profunda. Apesar de serem dois lugares completamente diferentes, há uma coisa que os liga: o Museu Egípcio de Turim, o segundo mais importante do mundo, perdendo somente para, claro, aquele do Cairo.

O Museu Egípcio de Turim fica em um palácio barroco do século XVII e foi criado em 1824, o que faz dele o museu egípcio mais antigo do mundo. Tudo começou quando, naquele ano, Bernardino Drovetti, cônsul no Egito, vendeu a Carlos Félix de Saboia sua coleção de múmias, papiros e estátuas por uma verdadeira fortuna. Desde então a coleção foi se enriquecendo com os achados provenientes de escavações realizadas por um importante arqueólogo e diretor do museu no final do século XIX, Ernesto Schiaparelli, e pela chamada Missão Arqueológica Italiana que aconteceu entre 1900 e 1935.

Depois de 5 anos em reforma, o Museu Egípcio de Turim foi reinaugurado em 2015, passando a ser duas vezes maior: são 10.000m² que abrigam agora 3500 peças. É uma visita que ocupa uma manhã ou uma tarde inteira!

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O mais antigo e moderno museu egípcio do mundo

Nada de vitrines empoeiradas ou peças sem identificação, coisa que acontece em muitos museus arqueológicos da Itáia. O novo Museu Egípcio de Turim é totalmente moderno, poderia dizer quase cinematográfico.

Outras características do museu são os amplos espaços e as esplêndidas vitrines que permitem ao visitante se mover com liberdade, sem barreiras, chegando pertinho das múmias e dos sarcófagos. A ideia de proximidade é tão grande que a sensação é quase como se estivéssemos entrando nas tumbas dos faraós.

O egiptólogo francês Jean-François Champollion, depois de ter visto a então coleção de Carlos Félix, pouco antes de morrer, afirmou que “a estrada para Mênfis e Tebas passa por Turim”. E não é que é mesmo?!

 

O que não deixar de ver no Museu Egípcio de Turim

1. A Papiroteca

Logo no primeiro andar se encontra a papiroteca, que reúne todos os papiros da coleção do museu. Um deles é o “papiro de Iuefankh”, o Livro dos Mortos, que tem mais de 18m de comprimento. Se colocados todos juntos, os papiros medem mais de 200m.

2. A Galeria dos Sarcófagos

Uma galeria que reúne os mais bonitos sarcófagos do período que vai do ano 1100 a.C. ao 600 a.C.

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3. A tumba da Rainha Nefertari

Infelizmente quando a tumba de Nefertari foi descoberta, já tinha sido saqueada e a múmia da rainha não estava mais lá. Mas graças a uma reconstrução e a um vídeo 3D é possível imaginar como ela era.

4. A tumba de Maia e Tamit

A tumba do pintor Maia e sua esposa Tamit remonta ao século XIV a.C e foi descoberta em 1905 no Vale dos Reis. A pequena capela funerária é toda decorada com afrescos que ilustram a viagem ao reino dos mortos.

5. As múmias, não só de humanos, mas também de animais

Além de múmias de seres humanos – inclusive crianças – há também múmias de animais, como gatos, peixes e até crocodilos! Os gatinhos, considerados sacros para os egípcios, foram mumificados na típica posição sentada, com as orelhas em pé.

6. A tumba de Kha

Sem dúvida alguma, o maior tesouro do Museu Egípcio de Turim é a tumba de Kha, arquiteto da côrte do faraó Amenhotep III, e sua esposa Merit.

A tumba foi descoberta pelo arqueólogo Schiaparelli ainda intacta, lacrada. De fato, é possível ver os sarcófagos e todo o enxoval funerário que conta com cerca de 550 objetos, entre os quais o Senet (um jogo de tabuleiro), a peruca de Merit (conservadíssima, incrível), a caixinha com os produtos de beleza, túnicas de linho, as camas funerárias e até mesmo comida fossilizada.

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O sarcófago de Kha.

7. O Templo de Ellesija

Em síntese, este é o mais antigo templo rupestre de Núbia, escavado na rocha arenária pelo faraó Thutmosi III (1479-1425 a.C). Ele foi primeiro dedicado ao deus Hórus e à deusa Satet (deusa das plantações) e, posteriormente, a Amon-Rá, o deus do sol. O templo foi doado ao museu pelo governo do Egito nos anos 60 e reconstruído em modo fiel ao original.

8. A Galeria dos Reis

Enfim, é a sala das estátuas dos reis que encerra a nossa visita ao Museu Egípcio de Turim. Entre as esplêndidas estátuas se destacam a do faraó Ramsés II e a gigantesca estátua de Sethi II, com mais de 5m de altura.

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A galeria dos reis. Foto: Museu Egípcio – Divulgação

Mais dicas

  • O bilhete inteiro custa 15 euros. Mas se você tiver o Torino+Piemonte Card, a entrada é gratuita.
  • Também não deixe de ver as opções de tours guiados. Sem dúvida, ao fazer uma visita com guia, você aproveita muito mais o museu.
  • Se der fome durante a visita que, como avisei, vai ser longa, dentro do museu há um imenso Café que ocupa dois andares. Lá é possível tomar um café, merendar ou fazer um aperitivo.

 

Horários de abertura do Museu Egípcio de Turim

  • às segundas-feiras, das 9 às 14h (a bilheteria fecha às 13h)
  • de terça a domingo, das 9 às 18h30.
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